Navio de regaseificação atracado em terminal de gás natural, com infraestrutura portuária dedicada à importação e distribuição de GNL.

Gás natural

Abertura do mercado de gás amplia a competitividade da indústria

Produção de gás natural no Brasil atravessa um momento decisivo com a mudança do modelo monopolista para o concorrencial.

ENTENDA O TEMA

Ações regulatórias são cruciais para destravar a competitividade do gás natural no Brasil

O mercado de gás natural brasileiro vive um processo gradual de abertura há quase quatro décadas, iniciado com emendas constitucionais em 1995.

 

Marcos legais subsequentes, como a Lei do Petróleo (1997) e a Lei do Gás (2009), buscaram regular o setor e quebrar o monopólio da Petrobras, mas não foram suficientes para garantir a concorrência desejada. Programas como Gás para Crescer e Novo Mercado de Gás, além do Termo de Compromisso de Cessação (TCC) entre CADE e Petrobras em 2019, buscaram avançar na agenda, culminando na Nova Lei do Gás (Lei 14.134 de 2021). Em 2024, foi publicado o Decreto nº 12.153/2024, consolidou recomendações propostas no Grupo de Trabalho Gás para Empregar (GT-GE) voltadas ao mercado aberto e concorrencial, prevendo transparência para reduzir a assimetria de informação entre os agentes da indústria de gás natural.

 

A nova legislação gerou expectativas ao estabelecer regras para atrair novos agentes, aumentar a concorrência e garantir transparência no uso das infraestruturas do setor.

 

Apesar das mudanças legais e dos desinvestimentos realizados pela Petrobras, os avanços ainda são tímidos. A regulamentação segue incompleta, a concentração do mercado persiste e a tarifa do gás segue entre as mais altas do mundo.

Estrutura com esferas de armazenamento de gás em 
                            instalação industrial, utilizadas para estocar
                            combustíveis sob alta pressão.
SINAL DE ALERTA

Falta de concorrência mantém os preços elevados e reduz o acesso da indústria

O gás natural é fundamental para o setor industrial brasileiro, que responde por 60% do consumo total no país. Utilizado em vários setores industriais, tanto como energético quanto como matéria-prima, o gás natural é um relevante insumo. Assim, o gás mais competitivo vai impulsionar importantes setores como química, fertilizantes, cerâmica, vidros, alumínio, siderurgia e pelotização, papel e celulose, além do uso automotivo em transportes pesados.
No entanto, o preço do gás natural no Brasil continua um dos mais elevados do mundo. Em 2024, o preço ao consumidor industrial no Brasil foi de US$ 18,96 por MMBtu, cinco vezes superior ao dos Estados Unidos (US$ 3,75 por MMBtu). Essa disparidade de preços compromete diretamente a competitividade da indústria nacional.

US$ 18,96/MMBtu

foi o preço médio do gás natural para consumidores industriais no Brasil em 2024

US$ 3,75/MMBtu

foi o preço médio do gás natural para consumidores industriais nos EUA em 2024

PAINEL DE INFRAESTRUTURA

Navegue pelos dados de oferta e consumo de gás natural no Brasil

ESTUDO DA CNI

Nova Lei do Gás: quatro anos depois, a abertura do mercado ainda é um desafio

A incapacidade da Nova Lei do Gás em promover uma abertura efetiva do mercado de gás natural do Brasil é consequência direta dos atrasos por parte da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), responsável pela regulamentação de diversos aspectos do mercado de gás natural.

 

Isso significa que a consolidação dessa Lei depende da publicação de atos normativos a serem elaborados ou revisados pela ANP.

Em março de 2025, a CNI identificou os principais entraves e recomendações para destravar o potencial transformador da Nova Lei do Gás.

São medidas urgentes e viáveis, já previstas em lei, que precisam sair do papel:
  • Regulamentar o acesso transparente às infraestruturas essenciais (escoamento, processamento, transporte).
  • Estabelecer regras para o transportador independente.
  • Implementar o Mercado Organizado de Gás para ampliar a liquidez.
  • Aplicar mecanismos de Gas Release e Capacity Release para estimular a concorrência.
  • Fortalecer a capacidade técnica e orçamentária da ANP para executar sua agenda regulatória.
  • Reforçar o compromisso federal com a abertura de mercado, respeitando a segurança jurídica.

PRIORIDADES DA INDÚSTRIA

Aplicação completa da Lei e ações regulatórias são cruciais para destravar a competitividade

Defendemos a modernização do mercado de gás natural no Brasil para reduzir do preço do insumo no país.

Ações prioritárias da CNI para 2025

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