ESG E FINANÇAS SUSTENTÁVEIS
Responsabilidade como alicerce do aumento da competitividade
Integrar critérios ambientais, sociais e de governança à estratégia empresarial é essencial para ampliar o acesso a mercados, atrair investimentos e impulsionar a produtividade de forma sustentável.
Sustentabilidade ganha posição estratégica do setor produtivo
A sigla ESG (Environmental, Social and Governance) foi apresentada em 2005, em relatório do Pacto Global da ONU, em parceria com o Banco Mundial. O objetivo foi chamar o mercado a repensar as bases para um sistema financeiro mais estável e sustentável, em que avaliações de riscos e decisões de investimentos passem a considerar, além do retorno econômico-financeiro das organizações, também, seus resultados: ambientais (E), sociais (S) e de governança (G).
Desde então, a agenda ESG vem ganhando relevância na mídia e no mundo dos negócios, impulsionada por fatores como o agravamento dos impactos do aquecimento global, a perda acelerada de biodiversidade e a crescente pressão da sociedade por maior responsabilidade corporativa.
Esse movimento tem levado empresas a adotar práticas mais transparentes, capazes de atender tanto às exigências regulatórias quanto às expectativas de investidores e consumidores por informações confiáveis, rastreáveis e atualizadas sobre o desempenho ambiental, social e de governança das organizações.
CAMINHOS PARA O BRASIL
Oportunidade para transformar desafios em motores de desenvolvimento
O Brasil convive historicamente com grandes desafios socioambientais: déficits em infraestrutura, desigualdades regionais, pressões sobre os recursos naturais e vulnerabilidades sociais. No entanto, esses mesmos desafios representam uma oportunidade estratégica. Ao integrar os princípios ESG às políticas públicas e à gestão empresarial, o país pode transformar essas limitações em motores de desenvolvimento sustentável.
O avanço da agenda ESG atrai investimentos internacionais, incentiva a inovação tecnológica e abre novas frentes de negócios, como empreendimentos ligados à transição energética. Além disso, promove a geração de emprego e renda em todo o território nacional, com benefícios sociais e ambientais de longo prazo.
SINAL DE ALERTA
Empresas apontam falta de profissionais especializados
Segundo consulta realizada pela CNI junto a 100 empresários, em junho de 2022, 71% das indústrias respondentes levam em conta critérios de sustentabilidade na estratégia corporativa, mas apenas 49% delas têm critérios de ESG formalizados na estratégia corporativa.
Entre as principais dificuldades destacadas pelas empresas, estão:
Carência de recursos humanos dedicados ao tema
Falta de entendimento sobre os critérios e como aplicá-los
Ausência de termos padronizados
Falta de fornecedores e parceiros que cumpram os critérios
Custos elevados para implementação
Falta de engajamento dos colaboradores
Agenda prioritária
Conheça as ações prioritárias da CNI para o tema em 2025
RESULTADOS
Confira as iniciativas realizadas pela CNI em ESG nos últimos anos
- Representação da CNI na Comissão de Estudo Especial sobre ESG da ABNT (CEE-256), cujas principais ações no ano foram o desenvolvimento do documento “ABNT PR2030 – Parte 2 – Materialidade" e a construção de duas séries de vídeos sobre a Prática Recomendada 2030 sobre ESG.
- Representação da CNI no Laboratório de Inovação Financeira, com destaque para a elaboração, pela CNI, em parceria com a associação Soluções Inclusivas Sustentáveis e a Agência Alemã de Cooperação Internacional (GIZ).
- Representação da CNI no Comitê Brasileiro de Pronunciamentos de Sustentabilidade (CBPS), responsável por internalizar, no mercado brasileiro, as normas para relato de informações contábeis e de sustentabilidade do International Sustainability Standards Board (ISSB). Em 2023, foram lançadas as normas IFRS S1 (Requisitos Gerais para Divulgação de Informações Financeiras Relacionadas à Sustentabilidade) e IFRS S2 (Divulgações Relacionadas ao Clima), que, no primeiro semestre de 2024, irão a consulta pública no país.
- Participação na consulta pública sobre o "Plano de Ação para a construção da Taxonomia Sustentável Brasileira”, realizada pelo Ministério da Fazenda, com o envio de comentários elaborados a partir de contribuições das redes temáticas ESG e Clima, além de áreas internas da CNI.
- Realização da “1ª Pesquisa ESG e Indústria”, para compreender como as pequenas e médias empresas têm integrado os critérios ESG em suas estratégias de negócios, bem como identificar gargalos no acesso ao financiamento sustentável. Participaram 540 respondentes (389 pequenas indústrias e 151 de médio porte). Alguns resultados foram: 29,3% das pequenas empresas não conhecem o conceito ESG, contra 8,6% das médias empresas; a maioria das empresas não conta com agenda ESG (57,6% PE e 51% ME); e a dimensão mais difícil de implementação é a de “Governança”.
- Elaboração da 2ª edição do documento “Contribuições da CNI para a Agenda ESG na Indústria Brasileira”, em que são apresentadas as principais ações da CNI em temas ambientais, sociais e de governança no período 2021-2022, incluindo também iniciativas do SENAI, SESI e IEL nos temas educação e cultura.
- Instalação da Rede ESG da Indústria e realização de 2 reuniões em 2 de agosto e 16 de novembro de 2023. O fórum reúne 21 federações estaduais e 11 associações setoriais da indústria e objetiva compartilhar experiências, construir posicionamentos e propor soluções sobre temas da agenda ESG.
- Realização de 2 lives da série “ESG e Finanças Sustentáveis”, nos dias 13 de junho e 20 de junho (disponíveis no canal da CNI no Youtube), em parceria com o Núcleo de Acesso ao Crédito da CNI e a Associação Brasileira de Desenvolvimento, para conhecer como o sistema de fomento tem integrado os critérios ESG em suas decisões de investimentos e as oportunidades das finanças sustentáveis para o aumento da sustentabilidade no setor industrial.
- Apoio à estruturação de live sobre ESG, no âmbito do projeto “Trilhas de Desenvolvimento em Gestão e Liderança”, realizado pela Gerência de Educação Profissional do SENAI para a Rede de Gestores das Escolas SENAI.
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