SEGURANÇA HÍDRICA
Água de qualidade é essencial para o futuro da indústria
A indústria tem papel estratégico na segurança hídrica, com processos mais eficientes e tecnologias de reúso, mas são necessários mais investimentos para enfrentar o desequilíbrio de acesso a água no Brasil.
ENTENDA O TEMA
Com 12% das reservas mundiais de água, Brasil não tem segurança hídrica
A escassez hídrica já afeta muitas regiões do planeta e se agravará nos próximos anos com o crescimento da população mundial, que deve chegar a 8,5 bilhões de pessoas em 2030, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU).
Enquanto a Região Hidrográfica Amazônica concentra 80% da água do país e apenas 9% da população, o Sudeste, que abriga quase metade dos brasileiros, conta com menos de 2% da disponibilidade hídrica nacional.
Esse desequilíbrio entre oferta e demanda evidencia que o problema da segurança hídrica no Brasil é, sobretudo, uma questão de gestão eficiente dos recursos.
45% do território
9,2% da população
80% da água nacional
Região Hidrográfica
Amazônica
45% do território
9,2% da população
80% da água nacional
SINAL DE ALERTA
Má gestão da água e déficit em saneamento agravam a insegurança hídrica no Brasil
A deficiência histórica do setor de saneamento básico compromete diretamente a segurança hídrica nacional. Quase metade da população brasileira ainda não tem acesso à rede de esgoto, e cerca de 32 milhões não dispõem de abastecimento de água potável. Esse cenário resulta em perdas no fornecimento, contaminação e impactos diretos sobre a saúde e o meio ambiente.
A falta de água ou sua baixa qualidade já afeta o funcionamento de indústrias em diversas regiões do país, dificultando a operação de plantas e inibindo novos investimentos. Por isso, o risco hídrico é cada vez mais relevante na estratégia de negócios de diversos setores industriais.
9,4%
44,5%
Sistema de saneamento fragmentado perpetua desigualdades
O país convive com números inaceitáveis de exclusão hídrica e impactos diretos sobre a saúde, a educação e a economia.
Saiba mais na página de saneamento, um dos nossos temas de atuação no setor de infraestrutura.
CAMINHOS PARA O BRASIL
É preciso investir em soluções colaborativas para garantir água com qualidade e regularidade
A indústria tem buscado soluções com base em inovação e eficiência: sistemas de recirculação, reúso de efluentes tratados, tecnologias de captação adaptativa e o desenvolvimento de produtos que permitem ao consumidor economizar água. Mas o setor enfrenta os efeitos de décadas de má gestão pública, como o déficit no saneamento básico, que reduz a qualidade e a disponibilidade de água e compromete investimentos.
Garantir o uso racional da água exige a união entre setor público, setor privado e sociedade civil. O fortalecimento da gestão dos recursos hídricos deve caminhar junto com investimentos em infraestrutura de saneamento, inovação tecnológica e modelos de governança colaborativa.
Agenda prioritária
Conheça as ações prioritárias da CNI para o tema em 2025
RESULTADOS
Confira as iniciativas realizadas pela CNI em segurança hídrica nos últimos anos
- Elaboração de documentos para subsidiar as discussões no âmbito do Conselho Nacional de Recursos Hídricos (CNRH), considerando as reuniões plenárias, de câmaras técnicas e de grupos de trabalho.
- Participação ativa nas discussões para elaboração do Plano Nacional de Recursos Hídricos 2022-2040, bem como na pactuação das respectivas metas.
- Atualização do estudo “Segurança Hídrica: estudos econômicos preliminares”, desenvolvido pela GO Associados.
- Realização do seminário “Segurança Hídrica na Indústria” em parceria com o SENAI e Aladyr, com apoio da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), no escritório da CNI em São Paulo.
- Participação nas discussões técnicas qualificadas para a construção de posicionamentos da indústria em conjunto com a base, por meio da Rede de Recursos Hídricos da CNI.
- Elaboração de documentos para subsidiar as discussões no âmbito do Conselho Nacional de Recursos Hídricos (CNRH), considerando as reuniões plenárias, de câmaras técnicas e de grupos de trabalho.
- Representação da CNI nas reuniões do CNRH, câmara técnica e grupos de trabalho.
- Participação ativa nas discussões para elaboração do Plano Nacional de Recursos Hídricos 2022-2040, bem como na pactuação das respectivas metas.
- Realização seminário Segurança Hídrica na Indústria, em que foi lançado o estudo da CNI “Cobrança pelo direito de uso dos recursos hídricos” e discutidos temas internacionais e nacionais, como os Eventos Críticos Globais e Agenda Nacional de Águas.
- Elaboração do painel sobre membranas de filtração para reúso, com dados aplicáveis à defesa de interesses da indústria.
- Participação nas discussões técnicas qualificadas para a construção de posicionamentos da indústria em conjunto com a base, por meio da Rede de Recursos Hídricos da CNI.
- Articulação junto ao governo federal e governos estaduais para a aprovação da Resolução Conama nº 503/2021, que estabelece os critérios e procedimentos para o reúso em sistemas de fertirrigação de efluentes provenientes de indústrias de alimentos, bebidas, laticínios, frigoríficos e graxarias.
- Desenvolvimento do projeto-piloto Uso de Água na Indústria, em construção pela CNI para contribuir com a maior eficiência no uso dos recursos hídricos em médias e grandes empresas.
- Elaboração e divulgação do estudo "Reúso de Efluentes para Abastecimento Industrial: Avaliação da Oferta e da Demanda no Estado do Maranhão", que avalia a oferta de efluente de esgoto tratado e a demanda de recursos, além de recomendar ações para viabilização do reúso na região.
- Realização de mesa redonda sobre o PL 10.108/2018, que trata da instituição de normas sobre o abastecimento de água por fontes alternativas.
- Representação do setor industrial junto ao Conselho Nacional de Recursos Hídricos e suas seis câmaras técnicas.
- Participação do processo de elaboração do Plano Nacional de Recursos Hídricos (PNRH) 2022-2040.
- Articulação para publicação da Resolução da Agência Nacional de Águas (ANA) nº 18/2020, que suspendeu a emissão dos boletos de cobrança pelo uso da água por 120 dias (abr-jul/2020).
Articulação para publicação da Resolução da ANA nº 21/2020, que prorrogou os prazos de condicionantes e vigências de outorgas de uso de recursos hídricos.
- Contribuições à publicação da Resolução da ANA nº 53/2020, que regulamenta a modalidade Chamamento Público de Projetos, para financiamento de estudos, programas, projetos e obras incluídos nos Planos de Recursos Hídricos.
- Lançamento do estudo "Impacto Econômico dos Investimentos de Reúso de Efluentes tratados de Esgoto para o Setor Industrial", que apresenta o panorama e os impactos econômicos dos investimentos em reúso de efluentes tratados de esgoto pelo setor industrial.
- Lançamento dos estudos "Reúso de Efluentes para Abastecimento Industrial: Avaliação da Oferta e da Demanda" do estado da Paraíba e do Maranhão.
- Articulação para participação da CNI nas 6 câmaras técnicas do Conselho Nacional de Recursos Hídricos (CNRH).
- Desenvolvimento de painel analítico com informações referentes à outorga e à cobrança pelo uso de recursos hídricos em rios de domínio da União.
- Elaboração de apostila sobre enquadramento de corpos d’água para utilização em futuros cursos de EAD sobre o tema.
- Aprovação pelo Plenário da Câmara dos Deputados do texto-base do novo marco legal do saneamento básico. A versão aprovada foi a do PL 4.162/19, enviado pelo poder Executivo, com mudanças aprovadas na Comissão Especial e outras alterações.
- Realização do Dia Mundial da Água na Indústria 2019, com o lançamento dos estudos Reúso de Efluentes para Abastecimento Industrial: Avaliação da Oferta e da Demanda para os estados do Ceará, Rio Grande do Norte e Pernambuco.
- Lançamento dos estudos Reuso de Efluentes para Abastecimento Industrial: Avaliação da Oferta e da Demanda para os estados do Rio de Janeiro e do Espírito Santo, em ações junto às federações do RJ e ES.
- Realização do curso sobre Enquadramento de Recursos Hídricos para capacitar os representantes da indústria nos conselhos estaduais de Recursos Hídricos e comitês de Bacia Hidrográfica.
- Posse da CNI como representante do setor industrial no Conselho Nacional de Recursos Hídricos e articulação para garantia de vagas nas seis câmaras técnicas do conselho.
- Criação de grupo de trabalho para tratar dos coeficientes técnicos e seus impactos sobre os usos consuntivos da indústria.
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