Vista de rio cercado por floresta nativa com toras de madeira, papel, frutos e
        frasco de óleo em primeiro plano, representando os usos sustentáveis da biodiversidade no setor florestal.

FLORESTAS

Setor florestal é parte da solução para o uso sustentável de recursos naturais

Manejo sustentável, combate à ilegalidade, ampliação do controle e diminuição da burocracia estão na base da indústria florestal.

Entenda o tema

Valorização da indústria florestal para crescimento competitivo e responsável

A indústria de base florestal brasileira é um dos maiores exemplos de como desenvolvimento econômico e preservação ambiental podem caminhar juntos. Com uma cadeia produtiva que envolve tanto o manejo de florestas nativas quanto o cultivo de florestas plantadas e certificadas, o setor produz mais de 5 mil itens como celulose, carvão vegetal, painéis de madeira e móveis.

R$ 260 bilhões

foi o valor bruto da produção do setor de árvores cultivadas no Brasil em 2023

US$ 12,7 bilhões

foram gerados com as exportações do setor em 2023

1,3% do PIB

de 2022 veio do setor de árvores para fins industriais

10 milhões

de hectares no Brasil são ocupados por árvores plantadas para fins industriais

SINAL DE ALERTA

Ilegalidade e baixa competitividade freiam o avanço do setor florestal

A atuação ilegal na exploração de recursos florestais continua sendo um dos principais entraves ao desenvolvimento do setor. A ausência de controle efetivo e a fragilidade na fiscalização contribuem para a concorrência desleal, desvalorizam os produtos de origem legal e dificultam o crescimento de cadeias sustentáveis.

 

Ao mesmo tempo, a baixa competitividade do setor reflete um ambiente regulatório burocrático, pouco atrativo para inovação e investimentos. Falta clareza nas regras, agilidade nos processos e órgãos federais mais fortes.

 

É necessário construir um ambiente com soluções aos desafios técnicos, regulatóriose políticos da indústria florestal, como:

Broto verde nascendo do solo cercado por ícones de energia, água, reciclagem e natureza, representando 
                        os princípios da sustentabilidade no setor florestal.
Fortalecer os órgãos federais responsáveis pela agenda florestal, garantindo autonomia administrativa e financeira, com equipes técnicas capacitadas e infraestrutura adequada para coordenar políticas públicas e fiscalizar com eficiência.
Promover a demanda por produtos de origem sustentável, ampliando o mercado interno e externo para madeira legal e certificada, com campanhas de conscientização, exigência de critérios socioambientais nas compras públicas e incentivo à inovação em novos usos.
Usar os fundos setoriais para modernizar a cadeia e ampliar a oferta de produtos florestais, destinando recursos a projetos de rastreabilidade, desenvolvimento de tecnologias, capacitação técnica e acesso ao crédito para pequenos e médios produtores.

CAMINHOS PARA O BRASIL

Indústria nacional se destaca pelo manejo sustentável

Ao adotar práticas sustentáveis de manejo, as empresas do setor ajudam a proteger os biomas nativos e a restaurar ecossistemas degradados. Para cada hectare de floresta plantada, há compromissos assumidos com a preservação de áreas nativas. 


 

Esse modelo produtivo, que combina inovação, rastreabilidade e responsabilidade ambiental, tem ampliado a cobertura vegetal, gerado empregos e contribuído para o sequestro de carbono. O setor florestal é peça-chave para o Brasil alcançar suas metas climáticas e desenvolver uma bioeconomia de base sustentável e competitiva.

 

Acreditamos que a ampliação das áreas sob concessão florestal, exploradas por meio do manejo florestal sustentável, possibilita o aumento da oferta de madeira tropical legal e é estratégica para a conservação das florestas nativas.

MENSAGENS-CHAVE
Conheça as iniciativas defendidas pela CNI para fortalecimento do setor florestal
Melhorar o ambiente de negócios para impulsionar o setor florestal
Reduzir a burocracia, tornar o marco regulatório mais claro e adotar instrumentos de controle eficientes são medidas essenciais para destravar a indústria de base florestal.
Estimular a demanda por produtos florestais sustentáveis
Fortalecer o mercado e investir no desenvolvimento de novos produtos para ampliar o uso de madeira legal e certificada, impulsionando cadeias produtivas mais sustentáveis.
Fortalecer os órgãos federais responsáveis pela agenda florestal
As instituições que atuam na área precisam de estrutura adequada, autonomia administrativa e recursos estáveis para coordenar políticas públicas e garantir a eficácia da fiscalização.
Utilizar fundos de financiamento na promoção do mercado florestal
O Fundo Nacional de Desenvolvimento Florestal, o Fundo Amazônia e os fundos constitucionais devem ser utilizados para fomentar inovações, modernizar a cadeia produtiva e expandir a oferta de produtos florestais.

Agenda prioritária

Conheça as ações prioritárias da CNI para o tema em 2025

  • Articulação e elaboração de posicionamentos e estratégias relacionadas aos temas: combate ao desmatamento ilegal, regularização fundiária, manejo florestal sustentável e concessões florestais.
  • Acompanhar e influenciar a implementação dos sistemas de monitoramento de madeira tropical, como Sinaflor+, Sistema de Rastreabilidade da Madeira e Plataforma Pau-Brasil.
  • Acompanhamento nas discussões e elaboração de posicionamento quanto à Lista Nacional de Espécies de Flora Ameaçadas de Extinção e CITES (Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas).
  • Participação nas reuniões da Comissão de Gestão de Florestas Públicas (CGFLOP/SFB), do Conselho Consultivo do Fundo Nacional de Desenvolvimento Florestal (FNDF/SFB), da Câmara Setorial de Florestas Plantadas e do Comitê Orientador do Fundo Amazônia (COFA), com apresentação de contribuições técnicas às discussões.
Este tema está relacionado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável a serem cumpridos até 2030. Saiba mais no site da Organização das Nações Unidas.

RESULTADOS

Confira as iniciativas realizadas pela CNI no setor florestal nos últimos anos

  • Participação e apresentação de contribuições técnicas, comentários e sugestões sobre a pertinência, impacto e requerimentos aplicáveis ao setor produtivo nacional de trâmites processuais, procedimentos, formalidades, controles ou exigências relativas à “Lei Anti-Desmatamento” da União Europeia (Regulamento UE 2023/1115).
     
  • Articulação com representantes do governo federal e do Congresso Nacional sobre os impactos da “Lei Anti-Desmatamento” da União Europeia (Regulamento UE 2023/1115) ao setor produtivo nacional.
     
  • Participação em reuniões preparatórias e ordinárias do Comitê Orientador do Fundo Amazônia (COFA).
     
  • Articulação com Ibama e envio de ofício solicitando alteração da Instrução Normativa (IN) Ibama n° 24/2022, que estabelece critérios e procedimentos para exportação, com fins comerciais, de produtos e subprodutos madeireiros das espécies constantes dos Anexos da Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies Silvestres Ameaçadas de Extinção (CITES).
     
  • Elaboração de pareceres técnicos para projetos de leis do Congresso Nacional na temática de florestas.
  • Realização e transmissão da reunião “Plataforma Pau-Brasil – 19ª Reunião da Rede de Florestas da CNI, em que o Ibama apresentou a Plataforma Pau-Brasil, instituída pela Portaria Ibama nº 8/2022.
     
  • Acompanhamento da implementação do Sistema de Rastreabilidade da Madeira (DOF+ Rastreabilidade), previsto na Resolução MMA/CONAMA nº 497/2020.
     
  • Realização e transmissão da reunião “Controle da Madeira - 20ª Reunião da Rede de Florestas da CNI”, com a participação do Ibama, onde foi debatida a implementação do Sistema DOF+ Rastreabilidade e apresentados os painéis analíticos de gestão madeireira.
     
  • Elaboração de documentos para subsidiar as discussões no âmbito da Comissão Nacional de Biodiversidade (Conabio), considerando, especialmente, o Programa Nacional de Conservação da Biodiversidade (Conserva+) que está relacionado ao Programa Pró-Espécies e à Lista Nacional de Espécies Ameaçadas de Extinção.  
     
  • Articulação com o governo federal e partes interessadas sobre a inclusão de espécies madeireiras no anexo II da Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies Silvestres Ameaçadas de Extinção (Cites). 
     
  • Apoio ao VII Prêmio Serviço Florestal Brasileiro em Estudos de Economia e Mercado Florestal e transmissão da premiação pelo canal da CNI no YouTube.
  • Construção, elaboração e validação do curso sobre a “Lei da Biodiversidade no Brasil”, disponível na plataforma do IEL, em formato EaD e gratuito. O curso objetiva apresentar ao setor empresarial, conceitos, obrigações e procedimentos previstos na Lei nº 13.123/2015, conhecida como Lei da Biodiversidade.

     
  • Elaboração, publicação e divulgação do documento “Resultados da COP15 de Biodiversidade para a Indústria Brasileira, que teve o objetivo de apresentar os principais resultados da 15ª Conferência das Partes (COP) da Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB), realizada em dezembro de 2022 no Canadá, para a indústria e as próximas etapas a serem observadas em nível nacional e internacional.

     
  • Construção e envio de posicionamento detalhado para consulta pública sobre atualização da Estratégia e Plano de Ação Nacionais para a Biodiversidade (EPANB) para subsidiar o governo na elaboração das metas nacionais baseadas nas metas do Marco Global de Biodiversidade de Kunming-Montreal.

     
  • Organização e realização do workshop Business and Biodiversity 2023, realizado em Belém/PA, em parceria com o Secretariado da CDB, o Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS) e o Instituto Life, com objetivo de apresentar experiências brasileiras de integração da biodiversidade aos negócios, considerando conservação, restauração, uso sustentável e repartição de benefícios.

     
  • Criação da Câmara Setorial das Empresas no âmbito do Conselho de Gestão do Patrimônio Genético (CGen) para reforçar a presença do setor industrial no CGen e constituir um fórum para consolidação de entendimentos, posicionamentos e demandas da indústria quanto à bioeconomia e biodiversidade.
  • Retirada da proposta de inclusão da espécie madeireira Ipê no Anexo II da Lista CITES. Esse anexo restringe o comércio internacional de espécies em risco de extinção. O Ipê não é ameaçado de extinção e representa cerca de 25% de todo volume de madeira tropical exportada pelo Brasil.
     
  • Aprovação da proposta da CNI de criação de Câmara Temática no Conselho de Gestão do Patrimônio Genético (CGen) para tratar do uso de óleo de Babaçu na produção de sabões e produtos de limpeza. O babaçu é uma espécie nativa do país com alto potencial de mercado, mas que vem perdendo espaço para substitutos exóticos.
     
  • Proposição de aprimoramentos ao marco regulatório associado à exploração de florestas nativas (planos de manejo), para negociação junto aos órgãos de governo relacionados: Ministério do Meio Ambiente, Serviço Florestal e Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
     
  • Entrega ao Ibama de proposição de melhorias ao Sistema Nacional de Controle da Origem dos Produtos Florestais (Sinaflor), que resultou na segunda versão do sistema.
     
  • Elaboração do estudo "Revisão do Marco Regulatório do Uso Econômico e Sustentável dos Recursos Madeireiros de Florestas Nativas", para subsidiar a negociação junto ao Ministério da Economia e ao Ministério do Meio Ambiente para melhoria do ambiente de negócios do setor de base florestal.

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